Os autos indianistas de José de Anchieta e a iniciaçăo do teatro luso-brasileiro

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Os autos indianistas de José de Anchieta e a iniciaçăo do teatro luso-brasileiro

 

Número: ITINERARIOS, Vol. 6/2007

Autor(es): Anna Kalewska

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Para citar: http://itinerarios.uw.edu.pl/os-autos-indianistas-de-jose-de-anchieta-e-a-iniciacao-do-teatro-luso-brasileiro

Resumen:

O artigo coloca uma pergunta sobre o início do teatro luso-brasileiro, institucionalizado recentemente pela atribuição do Prémio de Dramaturgia de A. J. da Silva a J. M. Vieira Mendes. Ninguém questiona a paternidade de Gil Vicente em relação ao teatro português. Seria que o teatro brasileiro começasse mesmo com António José (1838) de D. J. Gonçalves de Magalhães? Ou mais cedo, ainda no séc. XVI, com os autos indianistas de Anchieta, i.e. com as peças centrados no índio do Brasil? a autora defende que a segunda interpretação é plausível, considerando Padre José de Anchieta o Apóstolo do Teatro Brasileiro. Anna Kalewska justifica esta tese, analisando as três peças indianistas anchietanas (O Auto da Pregação Universal, o Auto de São Lurenço, Na Aldeia de Guaraparim) em termos da antropologia do teatro e da história do processo literário. Os rituais indígenas – ecológicos e sociais – foram mais importantes para o primeiro teatro brasileiro do que a dramatização da liturgia cristã, haurida do teatro vicentino e jesuítico. Os autos indianistas de Anchieta são bom exemplo da aculturação dramatúrgica, em que a velha gramática do teatro se conjugou com o novo idiolecto cénico.

 

Palabras clave: teatro luso-brasileiro, Prémio de Dramaturgia António José da Silva, rituais indígenas, teatro jesuítico, antropologia do teatro