O cinema e a legislação do Estado Novo: contexto e análise

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O cinema e a legislação do Estado Novo: contexto e análise

Número: ITINERARIOS, nº 24/2016

Autor(es): Anna Olchówka

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Resumen:

Graças aos esforços de António Ferro, apaixonado pelo cinema e as suas possibilidades ideológicas, a Sétima Arte entrou no círculo dos interesses do Estado Novo já no fim dos anos 30. Este facto significava o começo dos trabalhos legislativos com o objetivo de controlo efetivo de todos os aspetos da cinematografia. A análise do contexto histórico e político do período mencionado deixa compreender a complexidade do papel projetado para o cinema pelas autoridades portuguesas e as causas da sua derrota. Os textos estudados para o presente trabalho foram tanto os atos promulgados como os debates parlamentares, que em conjunto formam elementos do processo legislativo. Aos métodos aplicados pertencem a análise do texto, a análise do contexto e dos conteúdos (explícitos e implícitos) e a sua interpretação. A investigação realizada demonstra que a cinematografi a era tratada como uma ferramenta educativa e propagandística útil, mas igualmente perigosa e não compreendida como meio de expressão artística. As tentativas superficiais de industrialização do cinema não foram realizadas por causa das características e falhas do próprio sistema salazarista. As mudanças políticas e ideológicas dos anos 60 puseram à vista as insuficiências da legislação portuguesa e, na realidade, a debilidade do cinema nacional.

Palabras clave: 

cinema, legislação, António Ferro, Estado Novo, Portugal