Livro, o imacto do salazarismo no dia a dia de um vilarejo português: ou um exame sobre o deslocamento de Adelaide

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Livro, o imacto do salazarismo no dia a dia de um vilarejo português: ou um exame sobre o deslocamento de Adelaide

Número: ITINERARIOS, nº 26/2017

Autor(es): Fabiana Carelli, Paula Fábrio

DOI  10.23825/ITINERARIOS.26.2017.08

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Resumen:

As migrações e deslocamentos de indivíduos (e populações) são temas figurados em diversas narrativas de ficção e, por conseguinte, os contextos sociopolíticos que possivelmente suscitaram tais movimentos apresentam-se, muitas vezes, (re)pensados sob novas perspectivas. Acreditamos que a produção crítica sobre essas obras literárias concorre para amplificar a discussão acerca dessas questões. Com a atenção dirigida para essa temática e a ambição de contribuir com tal discussão, o presente texto busca analisar como a ditadura salazarista e a Guerra Colonial (1961-1974) foram capazes de infl uenciar a vida de uma aldeia portuguesa e, desse modo, modificar as trajetórias dos protagonistas do romance Livro (2010), de José Luís Peixoto (1974). Este postulado será averiguado por meio do estudo literário da obra enunciada, com relevo para o espaço como categoria narrativa. O recorte escolhido é a trajetória da personagem Adelaide, jovem que se vê apartada da companhia de Ilídio, seu amor de juventude, e também de sua casa, onde morava com a tia, em uma pequena vila em Portugal, possivelmente inspirada em Galveias – freguesia no Alentejo onde nasceu o escritor José Luís Peixoto. Para cumprir esse expediente, buscamos apoio nas ideias de Gaston Bachelard e Antonio Candido sobre o espaço na narrativa.

Palabras clave: 

deslocamento, salazarismo, orfandade, espaço, José Luís Peixoto